Esta semana, a Casa Cultural Matriz apresenta programação variada, de quarta a domingo.
Na quarta-feira, o Show de Bebê HardZone arrecada fraldas descartáveis com os shows beneficentes das bandas Sweet Sinners, Brave e Wanted.
Na quinta-feira, o Projeto Matriz, realizado pelo BH Indie Music, apresenta as bandas Cuatro (BH), Alethárgika (Betim) e Monograma (BH). Juntas, vão mostrar o melhor da cena independente de Belo Horizonte, numa noite dedicada ao rock alternativo.
Na sexta-feira, o Selo Serrasonica faz sua Festa de Lançamento e contará com as bandas Bluesatan, OscilloID, Aka Lucas e Miranda, além dos DJ´s DJames e Jeff Santos. A entrada é franca.
Sábado à tarde, o United Festival traz a banda Triz (SP), com mais 6 bandas.
Na noite de sábado, o projeto BH Metal Alliance apresenta as bandas Ravenous, Oculto, Orion, Morbidy Land e Asr Moriendi, com o melhor do heavy metal.
No domingo, a banda Zander é a atração. Formada por ex-integrantes de bandas como Noção de Nada, Dead Fish, Deluxe Trio e Heffer, se uniram para a criação de um trabalho completamente novo e cheio de notórias referências do mainstream.
A seguir, maiores informações das atrações citadas.
QUARTA-FEIRA
DIA 25/03 - Show de Bebê HardZone
Shows com as bandas Sweet Sinners, Brave e Wanted. Os ingressos serão trocados por fraldas descartáveis.

Shows com as bandas Sweet Sinners, Brave e Wanted.
QUINTA-FEIRA
DIA 26/03 - BH Indie Music Projeto Matriz
Show com as bandas independentes Cuatro (BH), Alethárgika (Betim) e Monograma (BH).
Mais sobre as bandas:
CUATRO

Formada em 2006, a banda vem fazendo um rock com influência de bandas dos anos 80 e 90, com letras intimistas e um contexto atual, as músicas refletem o dia a dia e as questões do ser humano na sociedade moderna, questionamentos quanto ao lugar do indivíduo no mundo e um grito de protesto contra o consumismo.
ALETHÁRGIKA (BETIM)
MONOGRAMA

Algo verdadeiro é aquilo que você nem sabe como começou. Aqueles amigos que você nem lembra aonde se conheceram, mas que hoje, não consegue viver sem. Ou uma paixão que não se sabe dizer quando teve início. Exatamente para que possamos, a cada dia, nos re-apaixonar. A paixão pela música, uma amizade contagiante e a vontade de fazer diferente, foram suficientes para que uma banda fosse montada e uma história começasse a ser escrita.“Monograma” surgiu, e virou a personagem principal na vida de quatro amigos. Impulsionados uns pelos outros, Diego, Guilherme, Jean e Leonardo montaram a banda em fevereiro de 2006, e decididamente mergulharam no sonho de fazer um som completamente envolvente e único.
No início a intenção era tocar as músicas que gostavam, mas com o passar do tempo, pretensões e profissionalismo foram surgindo naturalmente. Então, um grande passo foi dado: a criação do primeiro EP, intitulado “Conto do faz de conta”. A idéia é que este, seria um cd conceitual e que suas músicas englobariam as mesmas temáticas: o sonho, o utópico, o surrealismo, o lirismo e as relações humanas. Assim, como se fossem diversos capítulos de uma mesma história, as músicas foram compostas, se linkam umas nas outras, e formam assim um verdadeiro conto. Daí o título do EP, que resume bem a inspiração utilizada pela banda. Quem ouve o EP diz que tem um pouco de “Beatles”, “Kings of Leon” e “Los Hermanos”, o que é um grande elogio para a banda. Contudo, o que a banda sente é que o som, se parece cada vez mais com “Monograma”, e que as letras e melodias seguem construções baseadas, não no que ouvem, mas no que eles mesmos são.
Blog do BH Indie Music: http://bhindiemusic.blogspot.com/
Serviço:
PROJETO MATRIZ - DIA 26/03
BH Indie Music Projeto Matriz
QUINTA-FEIRA - 22H
Show com as bandas independentes Cuatro (BH), Alethárgika (Betim) e Monograma (BH).
Entradas: R$ 6,00 e R$5,00 (antecipados*).
Censura: 16 anos
* Venda antecipada no Folha Seca - Av Augusto de Lima, 885 // Centro.
SEXTA-FEIRA
DIA 27/03 - Festa de Lançamento do Selo Serrasônica
O selo voltado para a e-music e rock, Serrasônica, faz sua festa de lançamento, na próxima sexta-feira, convidando a quem interessar possa, a conhecer os lançamento do selo.
O CD lançado em SMD tem 11 faixas remixadas por 11 Produtores Musicais: Victor Mazarelo, Sérgio Scliar, oscilloID aka Lucas Miranda, Ronaldo Gino, Kiko Klaus, André Melo, Vitor Garcia, Rogermoore, Fabiano Fonseca, Tiago de Macedo e 3nity aka Dj Tee. Direção artística: Ronaldo Gino.

O selo lança, ainda este mês, mais 2 títulos: Bluestan e doismileseis.
A festa conta com o show da banda Bluesatan. Uma banda de Belo Horizonte formada em 2008 com influências do punk, pós punk e eletrônica.
Quarteto formado por Daniel de Jesus (voz), Henrique Belumat (baixo), Luís Bambam (bateria) e Ronaldo Gino (Guitarra).
A banda, lança seu primeiro álbum: o EP Rock and Ho! Ho! Ho! produzido por Sérgio Scliar.
www.myspace.com/bluesatanoficial

foto: Elisa Mendes
Serviço:
Festa de Lançamento do Selo Serrasônica - DIA 27/03
SEXTA-FEIRA - 21H
Shows com as bandas Bluesatan, OscilloID, Aka Lucas e Miranda. DJ´s DJames e Jeff Santos.
Entradas: liberada
Censura: 16 anos
SÁBADO
DIA 28/03 (13H) TRIZ (SP)
Banda paulista, formada em 2008, que apesar de jovem, já abriu shows de feras como Tihuana, Capital Inicial e Charlie Brown Jr.
Na mesta tarde, as bandas Dissonacia (RJ, Lara, Fake Side, L.i.n.f , Sonora e UQ-07, tocam no palco do Matriz.

Serviço:
TRIZ (SP) no United Festival - DIA 28/03
SÁBADO 13H
Apresentando Triz (SP) e Dissonacia (RJ). Shows com as bandas Lara, Fake Side, L.i.n.f , Sonora e UQ-07.
Entradas: R$ 8,00 (antecipadas), R$10,00 (na hora).
Venda antecipada no Folha Seca - Av Augusto de Lima, 885 // Centro.
SÁBADO
DIA 28/03 (20:30H) - BH Metal Alliance
Heavy Metal com as bandas Ravenous, Oculto, Orion, Morbidy Land e Asr Moriendi.

Serviço:
BH Metal Alliance - DIA 28/03
SÁBADO 20:30H
Shows com as bandas Ravenous, Oculto, Orion, Morbidy Land e Asr Moriendi.
Entradas: R$10,00 (na hora).
DOMINGO
DIA 29/03 (13H) - ZANDER (RJ)

Zander: Caminhando em constante [des]construção
Cansado da ditadura e da censura e se precavendo do governo militar que estava à sua caça, lá no final dos anos 60, Chico Buarque se auto-exilou na Europa. O carioca deixou alguns registros na Itália, no idioma local, voltou ao Brasil e um de seus primeiros trabalhos foi “Construção” (1971) – onde estão a clássica “Deus Lhe Pague” e a faixa-homônima. Com a mesma intensidade destas canções nasce, em 2007 no Rio de Janeiro (RJ), o Zander.
O grupo é formado por Gabriel Arbex, Philippe Fargnoli, Leonardo Mitchell e Gabriel Zander, que foi agraciado pelos demais com a escolha de seu sobrenome para batizar o inédito projeto. Nele, os envolvidos se desprendem das amarras de suas bandas atuais e anteriores (como Noção de Nada, Dead Fish, Deluxe Trio e Heffer) para criar algo despojado e novo. Ok, isso poderia soar pretensioso demais, mas não é: “Em Construção”, lançado em SMD (Semi Metalic Disc) – uma mídia idêntica ao CD, porém com custo mais baixo, o que torna o preço final mais acessível – pela Ideal Records, está aí para provar isso.
Maturado por um ano, entre julho de 2007 e julho de 2008, o EP foi lapidado sem pressa ou alarde, com a banda tendo o cuidado para que o resultado final ficasse exatamente como queriam. Para isso, o estúdio Superfuzz, no Rio, foi a base onde tiveram idéias e as colocaram em prática sob produção dos próprios Arbex, Fargnoli e Zander, levando para Fernando Sanchez (baixista do CPM22, que já trabalhou com nomes como Hurtmold, Polara, Garage Fuzz e Ratos de Porão) masterizar no renomado El Rocha, em São Paulo (SP).
“Pólvora” é o estopim, literalmente, onde as guitarras logo remetem ao bom e velho hard rock, com direito a bateria marcante pedindo o uso de um cowbell, mas laconicamente negado (seria farofa demais?). O baixo chega pulsando e a explosão está detonada num misto de Van Halen e Guns N’ Roses, mas não sem transparecer a bagagem underground do quarteto. É onde mora o diferencial, o choque entre o lamento involuntariamente punk com a pegada puramente técnica.
É hora de a luz baixar para a chegada da faixa-título. Ela chega de mansinho, mezzo jazz, mezzo bossa, parece que dá pra ver Zander declarando sua escolha pela música como forma de ganhar a vida. Na hipotética visão ele tem um copo de uísque na mão, o lugar é enfumaçado e sujo, mas as poucas pessoas que lá estão prestam atenção em seu discurso sincero. Uns concordam com a cabeça, outros cochicham, cada um tem seu jeito... O som sobe, é intenso, cheio, e logo retorna ao andamento inicial; mas Zander não agüenta e, mal educado, ainda que com mais melodia que rancor, sem se conter exterioriza seus sentimentos (“não posso mostrar pra você como se constrói, como se destrói”).
O universo feminino, tão visitado e bem ilustrado pelo supracitado Chico Buarque ou ainda pelo punk argentino Fun People, caracteriza “Dezesseis”. Do improviso de um blues-rock à catarse post-harcore, estão agruras adolescentes e vários fantasmas que habitam este período. Monstrinhos, aliás, como os que ilustram o disco e que saíram da cabeça (e mãos) de Xilip – um jovem talento que anda expondo suas belas criações em sites, revistas e outras mídias.
Não dá para deixar de notar o tom escancaradamente pessoal das letras de Zander, que semelhante à arte de Xilip, transpassa beleza, candura, imperfeições e subjetividades. Como “Ar”, ditada pelo baixo e, sobretudo, pela ruptura com o banal. Koellreutter dizia que “não há nada mais planejado que uma improvisação”, e é este clima de desconstrução da estrutura da música que acontece aqui, se fazendo valer de peso, groove e noise – tal qual o Fugazi fez um dia.
O final do disco se aproxima e tudo vai ficando mais lúgubre, mas nada tão drástico. A breve “Battlefield” traz hesitações cotidianas e contagia pela melodia dinâmica, de fácil assimilação, e funciona como uma excelente introdução à veemente “Depois da Enchente”. A faixa seria uma resposta [in]direta à precedente enxurrada de súplicas presente em “Trilogia Suja de Copacabana” (2003). Sem açúcar, portanto mais amarga, ela é digerida lentamente, conforme manda seu andamento; mesmo sem refrão há um quase mantra desafogando os sentimentos mais íntimos.
A história da música é marcada por nomes que, independente do que fizeram, são tidos como gênios, loucos, incompreendidos, subversivos, importunos, mas que, enfim, fizeram a diferença e têm seu incontestável valor. Seja Jobim, Strummer, Gilberto, Biafra, Buarque, Ramone, Ben, Rose, Maia, Curtis, Carlos, MacKaye, Veloso, Cobain... E é por esse caminho, com sua constante [des]construção da música, que Zander segue; mas também Arbex, Fargnoli e/ou Mitchell...
Serviço:
ZANDER (RJ)
DIA 29/03 - DOMINGO 13H
Shows com as bandas Zander, Dissonância (RJ), K-Trina, D'Front, Arc-Over e Dicksão.
Entrada: R$14,00 (na porta) e R$12,00 (antecipados).
Venda antecipada no Folha Seca - Av Augusto de Lima, 885 // Centro
Casa Cultural Matriz: Rua Guajajaras, n° 1353 (Terminal Turístico JK) – Esquina de Av. Olegário Maciel.
Censura: Eventos diurnos: 14 anos // Eventos noturnos: 16 anos
Contato: (31) 3212-6122 – Casa Cultural Matriz













