sábado, 23 de maio de 2009

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA - DE 21 A 31 DE MAIO


21/05 - quinta-feira

21H - BH Indie Music Projeto Matriz

O Projeto Matriz, realizado todas as quintas-feiras no Matriz, traz o melhor da cena independente da atualidade. Reunindo o público da nova música e os novos artistas do mercado, faz da casa um ponto de encontro da cultura independente e alternativa, de BH.

Fechando com chave de ouro, o mês de maio, sobem ao palco do Projeto Matriz as bandas Julgamento (destaque no Hip-Hop em BH), Vulgaris e Soprones (Revelação do Palco Rock Salvador 2009).

Criando intercâmbio entre as mais de 120 bandas de várias cidades do país e trazendo os melhores shows autorais, o projeto também atua como pioneiro em iniciativas como a Demo-Show - Engenharia de Som, convidando o Engenheiro Eduardo Martins (formado na Unicamp) para demonstrar seu trabalho aos leigos e manipular a sonorização dos shows da noite, para a platéia.

E a noite promete...


JULGAMENTO


foto Rejane Ayres

Em atividade desde o final dos anos 90 o grupo é um dos principais expoentes da cena musical belo horizontina. O discurso direto e livre de apelações aborda temas relacionados à valorização humana mesclando beats eletrônicos, rimas, scratchs e elementos orgânicos resultando em um verdadeiro petardo sonoro. "Ritmo e poesia em sua mais pura expressão" como o próprio grupo se define.

Em 2002 foi lançado o single "Fazendo o som", trabalho que já indicava o rumo singular que seria seguido pelo grupo, em 2006 participou da coletânea "Conexão Telemig Celular" com a faixa CAOS e em 2008 participou da coletânea “Malucofonia”, projeto produzido pelo DJ Roger Dee e que reúne trabalhos importantes da atual cena hip-hop da capital.

O primeiro disco "No Foco do CAOS", gravado e produzido por Sérgio Giffoni, foi lançado de forma totalmente independente em abril de 2008. O trabalho foi masterizado por Fabrício Galvanni e conta ainda com as participações de velhos parceiros como a banda Ragna, a cantora Nathy Faria e expoentes importantes da cena hip-hop como Dokttor Bhu, Muck (SOS Periferia), DB e Luciano Pereira.

A banda esteve presente em diversos eventos da cena local como o Carnaval Revolução (2003), Eletrônika – Festival de novas tendências musicais (2004), Conexão Telemig Celular (edições 2004, 2005 e 2006- esta última contou com a participação da cantora Negra Li), a primeira edição do Festival Garimpo (2007) em comemoração aos 10 anos da Obra e do programa Alto Falante (Rede Minas/TV Cultura) e Stereoteca (2008).

O Julgamento é formado por: Roger Deff, Ricardo HD e Voz Khumalo (vocais), os DJ's Giffoni e Tobias (toca-discos), Lício DAF (baixo), Helton (guitarra) e Gusmão (bateria).

" ...demonstra referências calcadas em diferentes meios e estilos para a construção de suas músicas, pautado pelo discurso politizado, pelo barulho arquitetado, pela verdade urgente, pela necessidade de comunicar seu julgamento, sua opinião para outras pessoas. Isso de uma maneira que não parece chata nem apenas uma reclamação jogada ao vento" - Lafaiete Júnior - site do Programa Alto Falante.

Os mineiros fazem um som diferente, dançante, sem apelos comerciais e com uma qualidade que vale a pena até o mais avesso ao estilo escutar

Rafael Campos – site Odisco


VULGARIS



O Vulgaris foi criado lá pelos idos de 1990, se desmembrou, virou outra banda, o Humanst 99, tocou por mais uns dois anos e acabou.

Os integrantes de então foram, cada um cuidar de sua vida. Um foi fazer um curso de cultivo de herva cidreira na Colômbia, outro inciciou um criação de Gnus no interior do Sri Lanka e o terceiro mudou-se para a Rocinha (RJ), onde tentou, sem sucesso, montar um grupo de pagode. Os projetos pessoais até que estavam indo bem, mas faltava alguma coisa aos três sujeitos.

De repente veio uma luz transcendental e clareou as idéias dos caras - o que faltava era o rock’n’roll. Eles resolveram então reformular o grupo que ficou com o nome Vulgaris e com a última formação do Humanst.

A Fênix ressurgiu das cinzas no início de 2001 (cabalístico, hein!), resgatou algumas músicas dos velhos tempos, criou uma porrada de outras novas, ensaiou pra caralho e entrou em estúdio em julho deste mesmo ano, tudo muito rápido, sem enrolação, sem frescura. O resultado foi o CD entitulado “Curto e Grosso”.

O som do Vulgaris de hoje é um mix de barulho. Algo que é fundamentalmente hardcore, sem esquecer as raízes punk, antenado com o que há de mais novo e criativo no universo do metal. A música do grupo flerta também com o rock alternativo, com a psicodelia setentista e com a black music.

Referências? Porra, as mais diversas possíveis! Mas vá lá, alguns nomes básicos para se entender o som do Vulgaris: Dead Kennedy’s, The Exploited, Titãs (dos bons tempos), Ratos de Porão, Rage Against the Machine, Black Sabbath, Sonic Youth, Primus, Sly and the Family Stone, Jorge Ben (dos bons tempos) e outras coisas. Mistureba, não? Pois é... é daí que sai o som que você vai ouvir.


Vulgaris é: Lau - Bateria e Voz Principal, Abóbora - baixo e Voz e Vinícius - Guitarra e Voz.



SOPRONES (Montes Claros)





A banda Soprones foi formada em 2008, com o objetivo de mostrar a inquietação política e social dos seus integrantes através da música. O primeiro trabalho do grupo é o EP “Mão Imunda”, lançado em 2008, com seis músicas recheadas de distorção, fúria e criatividade.

“Clayton Souza” (voz), “Andrey Meoli” (guitarra), “Ricardo Carburas” (baixo) e “Danilo Baliza” (bateria) enfiam o dedo nas feridas da sociedade sem medo. Apresentando em suas canções letras fortes e diretas, com sonoridade agressiva característica dos estilos “punk rock e hardcore crossover”.

Com apresentações cheias de energia e pegada, a banda norte mineira tem na performance ao vivo o seu ponto forte. Por isso a banda vem colhendo elogios e recebendo prêmios por onde toca, recentemente a soprones foi premiada com o prêmio de “Banda Revelação do Festival Palco do Rock 2009” (Salvador-BA), um dos mais importantes festivais do cenário “independente nacional”.


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28/05 - quinta-feira

21H - BH Indie Music Projeto Matriz
Shows com as bandas independentes Vulgaris, Soprones (Montes Claros) e Julgamento.
Entradas: R$ 8,00 e R$6,00 (antecipados).
Censura: 16 anos
Venda antecipada no Folha Seca - Av Augusto de Lima, 885 // Centro.

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Leia sobre o BH Indie Music


29/05 - sexta-feira


23H - Superdose



A música eletrônica surgiu em meados dos anos 70 com o grupo alemão Kraftwerk.

O desenvolvimento das possibilidades da música eletrônia resultou em seus muitos ramos, entre os quais se pode destacar o Drum' N' Bass, bastante popular no Brasil, caracterizando-se por possuir cadências mais “escuras”, com uma bateria acelerada e um baixo forte, o Techno, que se diferencia pela carência de vozes e por concentrar-se no ritmo, de forma mais mecânica e o Nu' Breaks, gênero conhecido pelos “samples” de ritmos hip hop, funk e electro, que logo se modificaram para criar os breaks. Sua origem remete ao techno do início dos anos 80 e ao hip hop.


serviço:


29/05 - sexta-feira

23H - Superdose
DJ´s Flávio Marques (Lightnight), Lucas Oliveira (Fun da mental), Daniel Maia (Drumnation), Nedu Lopes (Old School Set), Fullo (Eat Music Agency) e JR Gomes (DB 4Ever), apresentam nos set´s Ragga, Jungle, Drum'n'Bass, Dubstep e Breakz.
Entradas: R$ 12,00 (homens) e R$10,00 (mulheres).
Censura: 18 anos

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30/05 - sábado

14H - PRÉ-SELETIVAS BH INDIE MUSIC



Estão chegando ao fim as últimas audições para as Seletivas Finais e para as bandas de BH que se apresentarão no III BH Indie Music, um dos maiores festivais de música independente do país.

As Pré-Seletivas trouxeram as melhores bandas da cidade, em 2009. Reunindo num mesmo espaço, estilos diferentes, bandas novas e experiêntes, vem tomando dimensão nacional e descobrindo raros talentos.

Mais de 100 bandas se inscreveram e todas foram ouvidas. As últimas 12 bandas se apresentam dia 30/05 e dia 04/06.

O público participa votando no local, então, se você conhece alguma destas bandas e curte o som dela, compareça e dê aquela força.

Ao final, votos do público são contabilizados junto à notas de jurados, prevalecendo a escolha das melhores bandas independentes.

Conheça mais sobre as bandas participantes no Blog do BH Indie Music.


serviço:

30/05 - sábado

14H - PRÉ-SELETIVAS BH Indie Music
Pré-Seletivas com as bandas Quórum, Ricardo Reis, Cosmocrunch, Doogers, Madrasta, N.N.T., Rannah e Lhyz. Show da banda IT.
Entradas: R$10,00 (na hora) e R$8,00 (antecipados).
Censura: 14 anos


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23H - DELIRIUM

O Especial Marlyn Manson da festa, traz a banda Soturnos e os DJ´s Conde Stradh e Livia Yorke (Jus Noctis).



Excêntrico? Atormentado? Marketeiro? O Anti-Cristo em pessoa? Muitos são os adjetivos que classificam Marilyn Manson, porém todos concordam em um ponto: Ele sabe como impressionar e causar polêmica.

A alcunha de Marilyn Mason veio na junção dos nomes da sex-symbol Marilyn Monroe com o do serial killer, Charles Manson. Influenciado por grupos como Kiss, Black Sabbath, Alice Cooper e AC/DC, o reverendo Mason sabe impresionar os fãs com a sua extravagância visual e seu talento para rock star. Merecida homenagem.


serviço:
30/05 - sábado

23H - Delirium
Especial Marlyn Manson. Show com a banda Soturnos. Discotecagem de Conde Stradh e Livia Yorke (Jus Noctis).
Entradas: R$10,00
Censura: 18 anos

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24/05 - domingo

13H - EKOA (RJ)

Um jogo de palavras que, em tupi-guarani, significa ‘morada’ ou ‘abrigo’.


Ekoa

Agora chegou a vez de estrear seu primeiro disco físico. Seu debut autodenominado possui 11 faixas de um Heavy Metal bastante sintonizado com o chamado Metalcore, que surgiu há anos nos Estados Unidos e aos poucos vai encontrando adeptos aqui no Brasil. E o Ekoa se mostra um profundo conhecedor do assunto, mesclando com propriedade muito peso e explorando as conhecidas melodias grudentas, fundamentais ao gênero.

Cantando na língua portuguesa os conflitos existenciais típicos de nossos dias, o repertório apresenta algumas das canções já conhecidas do público desde a época em que foram colocadas à disposição na net. E há bons destaques por aqui, como “Contra o tempo”, “Ódio”, “Mente insana” e “Resolvendo agora”, que são tão encorpadas que mostram muito do potencial dos cariocas. E ainda há espaço para experimentar sons de piano, violoncelo e flauta barroca na derradeira balada “Depois da chuva”, que naturalmente acabou por se tornar o único momento destoante da audição.

Provavelmente por causa de um orçamento apertado, “Ekoa” não apresenta um projeto gráfico convencional, com as tais caixa plástica e encarte... O disquinho vem numa daqueles envelopes – que é de bonita apresentação, diga-se. De qualquer forma, o conjunto é muito bom em sua proposta e certamente encontrará apreciadores entre os que admiram os trabalhos de nomes consagrados como Killswitch Engage, Bullet For My Valentine e até mesmo Trivium. Se este é você, procure conhecer!

Ekoa é: R-VOX (voz), Mike X (guitarra), Jota C (guitarra e teclados), Pedro (baixo) e Vitor (bateria).

Mais shows estão reservados para este dia com as bandas Lavinia, Flex+, Moshpit, Red Line, Hardscholl, Sonora Rock e The Last Hero.


31/05 - domingo

13H - Ekoa
Shows com as bandas Ekoa, Lavinia, Flex+, Moshpit, Red Line, Hardscholl, Sonora Rock e The Last Hero.
Entradas: R$ 15,00 e R$12,00 (antecipados).
Censura: 14 anos

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