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Stereo33 Ao começar pela capa do novo compacto da Stereo33, é interessante explicá-lo através de uma metáfora: imagine-se tentando fugir de algo que muito te acompanha. A dita capa é como uma porta com fechadura num corredor escuro, que parece não ter saída (o mercado atual de música); a porta é tudo o que você precisava. Você encosta e sente-se negativo, sabendo que quase nada bom anda aparecendo na cena musical e pensando que não vai abrir quando, de repente, a fechadura vira facilmente e suas orelhas e olhos são tomados por algo completamente novo, atual e simples (e não simplista). O novo trabalho da Stereo33, produzido por Tom Saboia, traz uma cara inteligente e sensível para os ouvidos e olhos tão acostumados aos estilos mais do mesmo, que reinam num mercado que deveria ser 100% inovador sempre, mas que é, na verdade, jabazeiro e sequencial, com uma banda lançando um material novo a cada instante, mantendo praticamente a ideia da que lançou anteriormente. Assim fica mais fácil entrar no establishment musical, pois a identidade é a mesma e isso tira o trabalho de se ter que conhecer a fundo, algo novo. O ser humano gosta de situações confortáveis. Gosta de manter sua rotina. É quase sempre assim…uma sequência. Quase, por que assim que pude ouvir "Queria Ter", senti um clima de verdade e irreverência como há tempos não sentia. Nos primeiros segundos do Cd, percebi que teria que ouvir tudo novamente, já que a carga musical é original e valiosa. Ela precisa de atenção. Continuei a ouvir e voltei praquela antiga máxima: quanto mais você sabe, menos você sabe. Parece que ouvi uma libertação. Algo que muda um comportamento e um momento. Aproveitando a deixa, consigo imaginar e dizer que foi isso que O Rappa também sentiu há um tempo atrás, quando conheceu a banda e os convidou para abertura de seu show em uma casa de eventos de Curitiba, terra natal da Stereo33. Aproveitando que a nova geração tem o direito de fazer tudo, aqui vai uma dica: acho recomendável abandonar os conceitos de rock independente antigos e também a fase da "geritocracia músico-paternal", para começar a voltar a olhar algo que está por perto. Algo novo que pode perpetuar sem alarme e sem sustos. Me senti forçado a conhecer o grupo, mas mesmo assim, usei de minha curiosidade e descobri uma coisa. Com o homônimo em 2004, a banda apresentou seus temas e firulas. Quis passar uma raiva alternativa que não foi seguida por amigos. O segundo Cd, "Hora Zero", foi um material pouco compreendido, mas que ao mesmo tempo foi resenhado positivamente e teve seu devido conhecimento. Terminou meio que sendo um álbum com um ar "para toda a família ". Já com"Queria Ter" (2012) é diferente. Agora eles realmente criam algo novo e te convidam para a família deles. Eu aceitei entrar. // Um grupo de amigos dispostos a mostrar idéias musicais (contrárias às tendências de mercado), começa a criar sons em 2005, logo após sua formação. A Stereo33 cria excelência no palco, traz energia incontrolável em seus shows e busca mostrar novas essências musicais quentes, aliadas a belas execuções e composições. Com mais de 1800shows em território nacional e citada como a nova esperança do rock nacional pelo site Ambiente Musical, o grupo formado por Alvaro Neves Jr. (Bateria), Felipe Kojake (baixo), Zé Travagin (voz e guitarra) e Thiago Filla (guitarra e voz), tem em seu histórico, apresentações locais e nacionais que remetem ao novo mercado de música independente e alternativa no Brasil: música original e renovadora para um público cansado das repetições e mesmices. Rock rápido e firme. Essa é a definição que a banda gosta de usar para retratar seu som. Possuem 3 CDs de estúdio: um ep homônimo, o álbum "Hora Zero" e o novo "Queria Ter"'. Com o encerramento da última turnê do álbum em São Paulo, há cerca de 2 meses, no Inferno Club, umas das casas mais reconhecidas do rock brasileiro, a Stereo se preparou para pré-produzir "Queria Ter", que será lançado em Belo Horizonte, na Casa Cultural Matriz, em maio deste ano. Jack Roldana Com letras intimistas e sentimentais, que vão desde líricas amorosas e experiências afetivas a releituras de críticas à sociedade e preocupações do homem contemporâneo, a Jack Roldana acabou de chegar e já está chamando a atenção. As influências mais óbvias dos caras são o Punk e o Grunge, principalmente nos vocais e na guitarra base, que marcam uma primeira sonoridade muito forte. Ao lado disso, uma mistura meio pop-punk nas bases, num duelo-dueto baixo e bateria. A guitarra solo brinca com os efeitos, que provocam outros efeitos. A sensação é muito mais individual do que de catarse. A Jack muda o tom no decorrer de algumas músicas, chegando a ser psicodélico em alguns momentos. Desafiador, levando ainda em consideração que algumas músicas têm mais de cinco minutos.
Formada no final de 2010 por Thiago Borges (Vocal e Guitarra), Guilherme Leite (Guitarra e Vocal), Daniel Guimarães (Baixo) e Henrique Nezer (Bateria), a Jack Roldana já iniciou sua trajetória sendo selecionada para um dos maiores festivais do mundo: o Grito Rock. E é só o começo. Primerandar Falar sobre a origem da banda é pensar em anos atrás, 2004, 05... no início da amizade, e neste mesmo período em todas as experiências musicais, boas e ruins, mas sempre presente na vida de todos nós. Guiados por Deus, dono do tempo e de nossas vidas nos encontramos anos depois em 2010 com a maturidade necessária para traduzir em boa musica todo sentimento adquirido desde os primeiros acordes ouvidos. O resultado é um som original, cheio de boas influências. No meio de 2011 a banda entrou em estúdio para produzir seu primeiro EP. Composto por 6 faixas de canções originais o EP intitulado "Primerandar" foi concluído no final de agosto, seguido por seu lançamento em setembro no evento "Vitrola Rock Clube" que foi também a primeira apresentação da banda. Desde então a banda vem conseguindo seu espaço, alcançando o público através de apresentações ao vivo e em meios de comunicação como rádio e internet. E foi pela internet, seu principal meio de comunicação que a banda liberou nesse final de 2011 um presente especial para os fãs, um pacote com o EP, letras e fotos para download gratuito através do seu site oficial. Metamorfone Além das formas radiantes. Essa é a definição dada ao nome inspirado na Filosofia dos integrantes. A banda surge em 2011 com a intenção de fazer um som diferenciado do cenário musical atual. Um som inspirado no ser e na natureza dos integrantes, incorpora de forma sutil e contextualizada, melodias fortes e dinâmicas. Eduardo Dias, Marlon Nunes e Davidson Carvalho não se prendem durante o processo criativo; utilizam suas variadas influências para dinamizar suas músicas. Mesmo que a influência sonora sejam os sussuros de uma linda donzela, a dor de uma criança ao nascer prematuramente, as notícias sangrentas dos jornais e revistas, a mesmice televisiva... Ou ainda, as lacunas de sentido deixadas pelo desenvolvimento tecnológico e a sociedade hiper-espetacular com suas câmeras espalhadas pelas esquinas e suas simulações hedonísticas salientadas por acidentes dos mais variados. As dores e os prazeres dos corpos e das mentes são traduzidos em ondas miméticas. Sons repercutem todo o ambiente na tentativa de preencher o vazio da época. Representações à procura de uma arte que já não mais existe, apenas deve contentar-se por ser, cada vez mais, menos real. Injusta luta de cavaleiros contra moinhos... A luta contra um espelho que reflete a imagem do nada... Somtal A banda Somtal é formada antes por amigos. Qualquer encontro é primeiro uma comemoração e depois um compromisso. O que não significa deixar a música em segundo plano. Mas sim que o mais importante é que se vê sinceridade em cima do palco tanto pela verdade das músicas quanto da satisfação em fazer música. E eles estão aí pra isso: o que a Somtal faz é pop rock, buscando sua originalidade e sem nenhuma preocupação com qualquer descolamento do adesivo "indie".  SERVIÇO 06|05 - domingo - 14H Stereo33 (Curitiba) Shows com as bandas Stereo33, Jack Roldana, Primerandar, Metamorfone e Somtal. Local: Matriz Casa Cultural – Rua Guajajaras, 1353 – BH/MG Valor: R$12,00 (antecipado) e R$15,00 (na porta) Censura: 14 anos Estacionamento 24h em frente ao Matriz na avenida Olegário Maciel. Cartão só de DÉBITO (Visa e Master). |
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