Homenagear, segundo o dicionário Aurélio, é um ato de cortesia, de consideração, de galanteria. E são estes os sentimentos que tomaram o sambista mineiro Bira Favela ao idealizar o "Tributo a Cartola". Um respeito profundo ao mestre do samba que subverteu os conceitos da formalidade e sem instrução acadêmica se tornou um dos maiores poetas da música brasileira.
Este show surgiu em 2000, como parte das comemorações dos 500 anos do Brasil. O lançamento contou com a presença de Dona Zica, companheira de Cartola e musa inspiradora de várias canções do mestre, entre elas "As Rosas Não Falam". Dona Zica se emocionou muito com o show. Na ocasião relatou ao Bira Favela vários casos do cotidiano dos dois que resultaram em músicas.
O crítico musical Sérgio Cabral elogiou a escolha do repertório, quando viu o show, em Belo Horizonte, no Teatro Francisco Nunes. Para ele, as músicas escolhidas dão uma visão panorâmica da obra de Cartola. Especialmente, as canções da década de 70, que revelam um músico maduro, em plena forma.
A Casa de Shows MATRIZ apresenta o Tributo a Cartola. Uma homenagem ao grande cantor e compositor de músicas como As Rosas não falam e Amor Proibido, que completaria 103, neste ano.
A festa contará com o sambista Bira Favela e o grupo de choro Naquele Tempo, composto por Thiago Balbino (bandolim), Marcelo Issa (violão), Flávio Fontenelle (violão de 7 cordas), Rodrigo Rift (cavaquinho), Hermínio de Almeida (oboé e corne-inglês), Bigô (saxofone) e Luiz Lobo (percursão). Bira nasceu no Morro do Papagaio em Belo Horizonte, no bairro São Pedro, e sempre teve uma ligação muito forte com o samba, aos 9 anos já participava de um programa de Aldair Pinto na Rádio Inconfidência, o Gurilândia.
Criado na década de 70, o Grupo Naquele Tempo foi um dos primeiros grupos de choro de expressão surgidos em Belo Horizonte. Influenciado pelo reconhecimento e sucesso de músicos como Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, do nosso mineiro Abel Ferreira e principalmente do grande mestre Pixinguinha, de cujo choro "Naquele Tempo" serviu de inspiração para dar nome ao grupo.
Bira Favela
BIRA FAVELA E DONA ZICA
Ubirajara dos Santos Custódio, o Bira Favela, pôs seus pés nos caminhos do samba ainda criança. Sua carreira começa em 1959 no programa Gurilândia, comandado pelo saudoso Aldair Pinto, ondeBira era chamado de Pelé do Samba.
Mais tarde, ingressou no grupo Ases do Samba, comandado pelo Zica do Cavaco, outro baluarte da nossa história musical. Em outubro de 1979, mais precisamente no dia 05, nascia o sonho maior desse artista: o Grupo Favela, referência e marco da história do samba em Belo Horizonte.
Bira é um guerreiro, mantendo em suas mãos, a simplicidade de quem nunca esquece suas raízes, na defesa da raça negra e nos batuques do samba. Bira é muralha de nossas tradições. Samba de qualidade é com ele mesmo.
Conhece profundamente a arte de cantar, sabe escolher repertório de altíssimo nível, tendo nos palcos e bares da cidade, seus campos de lutas.
E quando aqueles olhos cansados da lida da vida deparam com as cordas de um violão ou cavaquinho, aflora a criança, renasce o canto forte das senzalas. E o Bira mostra o artista que é.
por Maestro Afonso
Grupo de choro Naquele Tempo

Criado na década de 70, o Grupo Naquele Tempo foi um dos primeiros grupos de choro de expressão surgidos em Belo Horizonte. Influenciado pelo reconhecimento e sucesso de músicos como Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, do nosso mineiro Abel Ferreira e principalmente do grande mestre Pixinguinha, de cujo choro "Naquele Tempo" serviu de inspiração para dar nome ao grupo.
Com um sólido trabalho, logo o grupo se firmou no cenário musical brasileiro sendo posteriormente convidado pelo grande compositor Cartola para acompanhá-lo em sua apresentação em Belo Horizonte no Palácio das Artes por duas vezes, em 1977 e 1978. Cabe salientar, que nesse espetáculo, o público ouviu pela primeira vez Cartola interpretar sua música "Autonomia".
Em 1977 e 1978 participou dos Festivais Nacionais de Choro da Rede Bandeirantes de Televisão interpretando dois choros de autoria de Flávio Fontenelle ("Conversando com o Poti" e "Saudade dos amigos do peito", respectivamente). Atuou em gravações já com a participação de Hermínio de Almeida com Gilson Peranzzetta, Antônio Adolfo e MPB-4, entre outros.
Por razões profissionais, o grupo ficou sem atuar por alguns anos e agora volta com nova formação: Thiago Balbino (bandolim), Marcelo Issa (violão), Flávio Fontenelle (violão de 7 cordas), Luis Guilherme (cavaquinho), Bigô (saxofone) e Fábio Palhares (percursão). Nessa nova formação, o Naquele Tempo interpreta não só o repertório tradicional dos grupos de choro, como também peças autorais e obras de grandes compositores eruditos como Bach e Villa-Lobos, passando também por Jobim, Edu Lobo, Gilson Peranzzetta dentre outros.
Para esta homenagem com Cartola, o grupo conta com Marcelo Issa (violão), Luis Guilherme (cavaquinho), Marcelo Pereira (saxofone e flauta) e Fábio Palhares (percursão).
Estacionamento 24h em frente ao Matriz na avenida Olegário Maciel.
Cartão só de DÉBITO (Visa e Master).
Nenhum comentário:
Postar um comentário